Cirúrgia Bariátrica


Complicações em cirurgia bariátrica

A medicina avançada atual tem desenvolvido diversas técnicas e alcançado excelentes resultados através da Cirurgia Bariátrica. Apesar da baixa casuística, as mais variadas técnicas cirúrgicas têm sido realizadas em grande monta no Brasil, com isso aumentando o número de complicações vinculadas a este procedimento. Com base neste fato, a Equipe ENDOdiagnostic vem se especializando nas principais complicações em cirurgia bariátrica que permitem o tratamento endoscópico para solução do caso. Esses procedimentos são realizados com técnicas avançadas, capazes de evitar uma nova cirurgia invasiva. Segue abaixo algumas complicações:

Impactação alimentar

Este tipo de complicação pós-operatória é encontrado principalmente nos pacientes submetidos a cirurgias restritivas, particularmente nos casos de Bypass gástrico com anel. Os pacientes apresentam história clínica sugestiva de obstrução alimentar, sendo a endoscopia um exame que confirma o diagnóstico e realiza o tratamento necessário no mesmo ato. Geralmente, tais pacientes procuram assistência médica queixando-se de náuseas, dor torácica, desconforto epigástrico e vômito pós -prandial.

Migração de Banda Gástrica (BG)

Após a implantação de BG pode ocorrer erosão ou migração da prótese para dentro do estômago, gerando sintomatologia variada. Isso ocorre lentamente e forma um processo inflamatório que evita complicações mais graves. O diagnóstico dos pacientes com migração de BG é endoscópico, e este exame deve ser feito na presença de qualquer sintoma digestivo em paciente com BG de início recente. Durante a realização do exame é possível a visualização direta da prótese no interior do esômago. A retirada da banda usualmente é feita através de cirurgia. Atualmente, porém, a opção de retirada da banda por via endoscópica deve ser considerada, por se tratar de um procedimento minimamente invasivo.

Deslizamento de Banda Gástrica (BG)

Outra condição que pode ser encontrada no pós-operatório da cirurgia de BG é o deslocamento da prótese, promovendo a formação de uma dilatação da bolsa gástrica, o que dificulta a passagem dos alimentos. O diagnóstico clínico deve ser suspeitado na presença de vômitos freqüentes, náuseas, disfagia, pirose ou hálitos. A suspeita clínica pode ser confirmada através de radiografia contrastada ou endoscopia.

Úlcera marginal

Gastroplastia com anastomose gastrojejunal é uma cirurgia que predispõe ao desenvolvimento de úlcera marginal ou da anastomose entre o estômago e o intestino, causada pelaelevação da acidez gástrica. A incidência é variável entre 3 e 10%, conforme a técnica cirúrgica. Na fase precoce, geralmente está relacionado à técnica cirúrgica, enquanto que a apresentação tardia pode estar associada à presença de alguns fatores desencadeantes, como: bolsa gástrica ampla ou fios de sutura inabsorvíveis. A sintomatologia comum envolve dor abdominal, principalmente epigástrica e que é aliviada com a ingestão de alimentos. Hemorragia digestiva leve a moderada também pode estar presente. A endoscopia é o melhor meio diagnóstico de úlcera marginal.

Estenose de anastomose

Um diagnóstico pós-operatório freqüente em clínicas de endoscopia é a estenose de anastomose gastrojejunal. A incidência desta condição no pós-operatório de bypass

gástrico varia entre 0,1 e 12%. Os sintomas obstrutivos como náuseas, vômitos, salivação e regurgitação tendem a ocorrer em torno de 30 dias de pós-operatório, período que coincide com o início da dieta sólida. O quadro pode evoluir de forma gradual ou abrupta, e neste caso indica a possibilidade de impactação alimentar

associada à estenose. A endoscopia é o padrão ouro no diagnóstico e na terapêutica desta complicação, mesmo quando a estenose ocorre na primeira semana de pós-operatório, pois há baixo risco na execução do método. O diagnóstico definitivo da estenose deve ser feito quando o paciente apresenta sintomas e há o correspondente achado endoscópico de anastomose com diâmetro diminuído. O tratamento de escolha da estenose é a dilatação endoscópica.

Migração de anel

Nos casos de bypass com uso de anel restritivo, uma complicação possível e encontrada em 0,9 a 7% dos casos é a erosão e\ou migração da prótese para o interior da luz do estômago. O diagnóstico final é realizado por Endoscopia. No local da compressão extrínseca do anel, que é situado entre 3 e 6 cm abaixo da transição esôfago-gástrica, a prótese é bem visualizada na luz do estômago. Numa fase precoce da migração, o único achado endoscópico pode ser uma úlcera no sítio do anel, cujo laudo deve conter a possibilidade de migração. Deve-se avaliar a factibilidade da remoção endoscópica.

Deslizamento de anel

Outra complicação descrita nos casos de bypass gástrico com anel. Esta complicação corresponde ao deslocamento da prótese por fora da bolsa gástrica em direção distal, que promove o cavalgamento sobre a alça intestinal, gerando uma compressão extrínseca e a conseqüente dificuldade de esvaziamento da bolsa gástrica. É uma complicação incomum, com uma incidência em torno de 1%. Os pacientes relatam aumento progressivo da freqüência dos vômitos e eructação, chegando a vários

episódios diários, sem haver relação dos sintomas com o tipo de alimento ou a velocidade de ingestão. Nos casos avançados, há restrição alimentar importante, ficando a ingesta restrita a líquidos.

A conduta preconizada tem sido a retirada da prótese por cirurgia. Todavia, o processo inflamatório perigástrico pode dificultar a cirurgia e aumentar o risco de infecção, fístula e sangramento. Porém a dilatação endoscópica como medida terapêutica tem se tornado uma opção de baixo risco, eficaz e minimamente invasiva. Este método é realizado em caráter hospitalar. É fundamental a presença de anestesiologista para realizar uma sedação profunda.

Estenose de anel

Em alguns pacientes submetidos ao bypass gástrico com anel, mesmo com a prótese estando bem posicionada, pode haver intolerância alimentar importante se a mesma

apresentar diâmetro interno reduzido. Nesta situação, pode ser necessária a retirada cirúrgica do anel ou, alternativamente, a Endoscopia terapêutica pode ser realizada da mesma forma que nos casos de deslizamento.

Fístulas

Habitualmente, um paciente em pós-operatório precoce de cirurgia bariátrica, com infecção pós-cirúrgica decorrente de fístula gástrica, apresenta inicialmente falta de ar e taquicardia, devendo-se fazer um rápido diagnóstico diferencial com outras alterações de tratamento clínico. Em geral, o paciente relata mal estar, ansiedade, desconforto abdominal desproporcional ao aumento da freqüência cardíaca e respiratória e por vezes sinais de irritação peritoneal.

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